Fintechs e Bancos: concorrentes ou parceiros?

Ao contrário de enxergar o relacionamento entre Fintechs e Bancos como concorrentes, os bancos têm apostado nestes modelos para absorver conhecimento. Também, testar alternativas para melhorar os serviços com maior agilidade. Em ecossistemas maduros, por exemplo o Vale do Silício, é comum que as Fintechs não sejam algo simplesmente descolado, algo que só os jovens participem. Em geral, temos grandes executivos saindo de grandes bancos e integrando equipes, o que gera mudança e amadurecimento da área.

Assim, ao invés de minar a concorrência, instituições financeiras investem em inovações criadas por pequenas empresas. Incubando ou acelerando, que é montar um portfólio de start-ups que são acompanhadas. Ou seja, o banco acelera o negócio com recursos financeiros e como contrapartida faz parte do quadro societário da empresa.

Os bancos investem ainda em fundos de investimentos e em empresas que apresentam potencial futuro. Isso ocorre para que possam oferecer benefícios, parcerias estratégicas ou mesmo aquisições.

Portanto, naturalmente credores alternativos e bancos trabalham em conjunto para apoiar o público. As parcerias estratégicas podem construir pontes entre a Fintech e os participantes tradicionais do mercado financeiro, dando um suporte mais forte no futuro dos empréstimos.

O que dizem os especialistas sobre o relacionamento entre Fintechs e Bancos

Entenda o relacionamento entre Fintechs e Bancos

Em artigo no renomado Financial Times, a jornalista Laura Noonan escreveu que grandes bancos perdem oportunidades de investimento em Fintechs. Em sua opinião, os operadores financeiros tradicionais poderiam apoiar iniciativas junto às start-ups para reduzir custos.

Para essa afirmação, ela se baseia em um levantamento do Boston Consulting Group. Esta pesquisa apontou que as soluções de Fintechs poderiam diminuir os custos em algumas áreas em mais de 50%. Além de auxiliar na promoção de taxas mais atrativas, para o BCG, as modernas empresas também poderiam ser usadas para melhorar os serviços bancários, monitorando a satisfação dos clientes e criando uma experiência mais personalizada.

Muitos apostam na união de esforços e não na concorrência como uma tendência para o futuro. Mas hoje o que se vê ainda é uma diferenciação de tarifas bastante expressiva.


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